O Brasil ocupa uma posição relevante no comércio global, com exportações que superam US$ 300 bilhões anuais. Empresas brasileiras buscam cada vez mais o mercado internacional como forma de diversificação, ganho de escala e acesso a receitas em moeda forte.
Mas, por trás desse movimento, existe um risco que ainda é subestimado:
O risco de não recebimento.
Exportar não é apenas vender para outro país. É operar em um ambiente significativamente mais complexo, onde variáveis adicionais passam a influenciar diretamente o resultado da operação.
Entre os principais riscos estão:
- Inadimplência do comprador
- Risco político e institucional
- Restrições cambiais
- Guerras, sanções e instabilidade geopolítica
- Diferenças legais e dificuldade de execução de garantias
Diferentemente do mercado doméstico, esses riscos não dependem apenas da saúde financeira do cliente, mas também do ambiente econômico e político do país de destino.
Apesar disso, o uso do seguro de crédito à exportação no Brasil ainda é limitado.
Enquanto em mercados mais desenvolvidos, como Europa e Estados Unidos, entre 10% e 15% das exportações são protegidas por seguros de crédito, no Brasil esse número é estimado em menos de 5%.
Esse dado revela um desalinhamento importante entre a exposição ao risco e o nível de proteção adotado pelas empresas brasileiras.
As razões para essa baixa penetração são diversas:
- Desconhecimento sobre o funcionamento do produto
- Percepção equivocada de custo
- Confiança excessiva no relacionamento comercial
- Estruturas financeiras menos sofisticadas
- Falta de cultura de gestão de risco
No entanto, esse cenário tende a se tornar cada vez mais desafiador.
O ambiente global atual é marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e maior instabilidade econômica. Eventos como crises políticas, restrições à movimentação de moeda estrangeira ou conflitos internacionais podem impedir o pagamento de uma operação, independentemente da intenção do comprador.
Ou seja: nem todo risco é controlável por contrato.
Nesse contexto, o seguro de crédito à exportação deixa de ser apenas uma proteção e passa a atuar como uma ferramenta estratégica de crescimento.
Ele permite às empresas:
- Expandir suas vendas com maior segurança
- Oferecer melhores condições comerciais
- Acessar novos mercados com menor exposição
- Melhorar sua capacidade de financiamento
- Proteger o fluxo de caixa
Além disso, dependendo da estrutura, pode cobrir até 95% dos riscos comerciais e até 100% dos riscos políticos e extraordinários.
Mais do que mitigar perdas, o seguro de crédito contribui para uma gestão mais eficiente do risco, permitindo decisões mais estruturadas e menos dependentes de intuição.
Empresas que utilizam esse tipo de instrumento não apenas reduzem sua exposição elas ganham competitividade.
O paradoxo brasileiro está justamente nesse ponto:
Um mercado exportador relevante, com acesso a instrumentos sofisticados de proteção, mas com baixa utilização dessas ferramentas.
É nesse cenário que a Duas Torres se posiciona.
Atuando na estruturação de soluções em seguro de crédito à exportação, a empresa conecta estratégia comercial com inteligência de risco, permitindo que seus clientes cresçam de forma sustentável no mercado internacional.
Exportar abre portas.
Mas, no longo prazo, o que sustenta o crescimento não é a venda.
É a capacidade de transformar vendas em recebimento.
Silvio Rodrigues
Cofundador Duas Torres





